Lindbergh pede suspensão do impeachment após gravações de Jucá

Senador petista afirmou ainda que oposição ao governo interino de Michel Temer pedirá a suspensão da votação da meta fiscal

Igor Gadelha, O Estado de S. Paulo

23 de maio de 2016 | 15h13

Brasília - Um dos principais porta-vozes do PT, o senador Lindbergh Farias (RJ) afirmou nesta segunda-feira, 23, que a oposição ao governo interino de Michel Temer vai pedir ao presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), a suspensão da votação da alteração da meta fiscal e também a paralisação das atividades da comissão do impeachment. Os trabalhos da comissão e a votação da meta fiscal estão marcados para esta terça-feira, 24. 

Para Lindberg, não há condições de votar a alteração da meta proposta por Temer, porque ela foi feita pelo ministro do Planejamento, senador Romero Jucá (PMDB-RR). Em conversa com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado divulgada nesta segunda,o peemedebista propõe um "pacto" pelo fim da Operação Lava Jato.

"Esse áudio é um reconhecimento que a troca de governo era importante para parar a sangria da Lava Jato", afirmou Farias. Na conversa, divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo, o ministro do Planejamento de Temer defende justamente que "tem que mudar o governo para estancar essa sangria" da Lava Jato. 

Lindbergh também acusa o governo Temer de aumentar a previsão do déficit fiscal de 2016 para "pagar muita dívida contraída na votação do impeachment". Na última sexta-feira, a equipe de Temer informou que vai pedir ao Congresso autorização para um déficit fiscal de R$ 170,5 bilhões neste ano, maior do que os R$ 96,6 bilhões previsto por Dilma.

"Vamos conversar com Renan para parar essa votação", afirmou o senador petista. De acordo com ele, os partidos de oposição a Temer, sobretudo, PT e PC do B, vão obstruir a votação, caso o presidente do Senado insista em levar a matéria ao plenário da sessão do Congresso Nacional. 

 

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