Lincoln Secco

Professor de História contemporânea na USP

O Estado de S. Paulo

16 de março de 2015 | 23h39

As manifestações do 15 de março não surpreendem nem pelo número de participantes (afinal estão longe da importância da Campanha das "Diretas Já" que mobilizou 5% da população da época) e nem pelo conteúdo, já que a crítica da corrupção fez parte tanto das passeatas golpistas no pré-64 quanto de campanhas do PT nos anos 1990. Sua novidade está na forma.

Desde junho de 2013, manifestantes se autoconvocam sem a mediação de partidos. Só que em junho, os protestos começaram com uma esquerda não partidária e,depois, se massificaram com uma pauta difusa. Agora, a convocação foi fragmentada, mas o objetivo se unificou nas ruas num antipetismo militante. O problema é que não há saída democrática antes de 2018 para ele. O sentido de junho estava no futuro. Se os partidos de oposição não representarem o 15 de março, ele só poderá olhar para o passado, ainda que com as técnicas mais avançadas do presente.

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