Lina diz à CCJ que não cometeu crime de prevaricação

A ex-secretária da Receita Federal Lina Maria Vieira disse considerar que não cometeu crime de prevaricação (retardar ou deixar de praticar ato de ofício para satisfação de interesse pessoal) por não ter informado ao seu superior, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre o suposto pedido da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para acelerar as investigações envolvendo o filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). "Não entendo que tenha cometido prevaricação. Ao sair da Casa Civil, verifiquei o pedido da ministra na Receita e todas as providências foram adotadas e o processo estava correndo em segredo de Justiça", afirmou ela, em depoimento à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

RENATA VERÍSSIMO, Agencia Estado

18 de agosto de 2009 | 13h28

Ao ser questionada sobre o motivo de sua demissão, Lina Vieira disse que o cargo de secretário da Receita é de confiança e que o ministro Mantega afirmou que precisava fazer a mudança no comando do Fisco. Ela disse que, assim como não perguntou o motivo de para ser convidada para o cargo, também não perguntou por que estava sendo exonerada.

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