Liminar suspende indiciamento de ex-primeira dama de Campinas

Rosely Nassim Jorge Santos, mulher do ex-prefeito Dr. Hélio, teve o nome ligado a suposto esquema de fraude; decisão do TJ-SP determina ainda a devolução do passaporte

Ricardo Brandt, especial para O Estado de S.Paulo

17 de abril de 2012 | 19h23

O Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo concedeu liminar que suspende o indiciamento e determina a devolução dos passaportes da ex-primeira-dama de Campinas Rosely Nassim Jorge Santos e do ex-coordenador de Comunicação da prefeitura Francisco de Lagos pelo envolvimento no suposto esquema de fraudes e desvio de recursos na Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento de Campinas (Sanasa). O então prefeito, Hélio de Oliveira Santos (PDT), Dr. Hélio, cassado pela Câmara de Vereadores em agosto do ano passado.

 

Na prática, a decisão liminar (que ainda terá o mérito julgado) limpa o nome dos dois da ficha de indiciados da Polícia Civil, além de permitir que eles deixem o país, com a retomada dos passaportes. A liminar, porém, não muda a situação de réus no processo que corre na Justiça desde o final do mês passado.

 

Rosely e Lagos fazem parte da lista de 22 acusados pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, e que viraram réus no processo, por formação de quadrilha, corrupção e desvio de recursos na empresa de água da cidade.

 

Ao todo, 19 pessoas já respondem a processo pelo suposto esquema de fraudes em contratos e licitações durante o governo do Dr. Hélio.

 

A ex-primeira dama é acusada pelos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de ser a suposta líder da quadrilha. Ela responde por formação de quadrilha, fraude em licitações e corrupção. Lagos responde por formação de quadrilha. Dos 22 denunciados, três ainda terão a denúncia analisada pelo juiz da 3ª Vara Criminal de Campinas, Nelson Augusto Bernardes.

 

 

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