Liminar do Supremo corrige erro da Câmara sobre Donadon, diz deputado

Autor do pedido para suspensão dos efeitos da sessão que preservou o mandato do deputado-preso, Carlos Sampaio (PSDB-SP) diz que a decisão atende ao que espera a sociedade

Daiene Cardoso, Agência Estado

02 de setembro de 2013 | 19h06

Brasília - O líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Carlos Sampaio (SP), disse nesta segunda-feira, 2, que a liminar concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso suspendendo os efeitos da a sessão que preservou o mandato do deputado Natan Donadon (sem partido/RO) corrige o erro de submeter a decisão sobre a cassação ao plenário da Casa. "É uma medida que vai de encontro com o que espera a sociedade", ressaltou.

O pedido de liminar foi impetrado por Sampaio, que acredita ser difícil o plenário do STF derrubar a decisão de Barroso. Na visão do tucano, havia uma incoerência entre o cumprimento da pena de 13 anos, 4 meses e 10 dias de prisão em regime fechado e o exercício do mandato. "Nós corrigimos essa incoerência", afirmou.

Donadon foi condenado pelo STF pelos crimes de peculato e formação de quadrilha e se encontra numa cela individual no Complexo Penitenciário da Papuda.

Sampaio negou que a decisão de Barroso seja uma interferência do STF nos assuntos do Legislativo. "Mais feio era a manutenção de uma decisão estapafúrdia como essa (de manter o mandato)", enfatizou.

O tucano disse que pretende conversar ainda hoje com presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB/RN), e tentar convencê-lo de decretar a perda do mandato do Donadon. Para o líder, essa é a hora da Casa mostrar "sintonia" com o sentimento da população. "Agora a Câmara tem condições de corrigir seu erro", comentou. 

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