Ligar fim da CPMF à inflação não é ameaça, diz Alencar

O presidente em exercício José Alencar afirmou hoje que o discurso de que a extinção da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) provocaria inflação não é uma ameaça. "O governo não faz ameaça, nunca houve um governo tão respeitador e democrático como o de Lula. Nós estamos aqui para dialogar com o Senado. Não viemos para impor e ameaçar", disse Alencar, que participou de uma reunião com ministros do governo e líderes do Senado. Ele disse hoje que o fim da CPMF causaria "desequilíbrio orçamentário, que é o caminho para a inflação".O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), explicou que, na reunião, foi apresentada uma proposta de calendário para a tramitação da proposta de emenda complementar (PEC) que prorroga a CPMF. Segundo ele, na próxima semana haverá conversas com os partidos e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para discutir as alternativas de diminuição de carga tributária. Ele colocou entre as alternativas a própria CPMF, embora, tenha reiterado que o governo quer a aprovação da PEC sem alterações para que ela já tenha validade em janeiro de 2008. O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) afirmou que o clima político está favorável para que a proposta seja aprovada sem modificações, mas já considerando contrapartidas de desonerações tributárias. De acordo com ele, na reunião, ganhou força a proposta de isentar da CPMF de quem ganha até R$ 1,2 mil, mas também foram mencionadas possibilidades de desoneração de investimentos e da folha de pagamento. Mercadante disse que propostas nesse sentido podem tramitar paralelamente à PEC que prorroga a CPMF até 2011.

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