Ligação de Marta com suspeito reflete em disputa por SP

A Operação Voucher da Polícia Federal foi alvo de críticas dos petistas no Congresso, mas despertou internamente no PT uma torcida, ainda que discreta, para que a crise no Ministério do Turismo respingasse na senadora Marta Suplicy (SP). Líderes petistas ouvidos pela reportagem lembravam que Mario Moysés, ex-presidente da Embratur e ex-secretário executivo da pasta quando Marta fora ministra (2007-2008), era ligado à senadora. Ele está entre os presos ontem pela Polícia Federal.

AE, Agência Estado

10 de agosto de 2011 | 11h57

Moysés trabalhara no gabinete de Marta na Prefeitura de São Paulo e fora seu coordenador de imprensa na campanha municipal de 2008. Ontem, no Senado, Marta chegou a se refugiar no banheiro para não falar sobre o caso.

A torcida adversária de Marta dentro do PT foca a disputa pela prefeitura da capital paulista em 2012. Nas últimas semanas, a ex-prefeita começou a articular sua pré-campanha movimentando-se por um terreno fragmentado, que conta com outros quatro pré-candidatos. Apesar da alta rejeição, a articulação da prefeita mexe com o mercado eleitoral do PT. Pesquisas apontam sua liderança na corrida municipal, o que dificulta a tese dos que defendem o lançamento de um nome novo, como o do ministro Fernando Haddad (Educação), apoiado pelo ex-presidente Lula.

Apesar da torcida dos rivais, a crise no Turismo não chega a Marta, avaliam os líderes do PT, que veem exagero na operação. "Não tem cabimento a prisão de pessoas como Mário Moysés", afirmou o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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