Líderes retiram da pauta de votação ´projeto-pizza´

Os líderes partidários na Câmara decidiram, em reunião com o presidente da Casa, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), retirar da pauta de votação do plenário o projeto que impede a reabertura, na próxima legislatura, de processos contra deputados acusados de envolvimento em irregularidades e ainda não julgados. A informação foi fornecida à Agência Estado por participantes da reunião. O encontro, no gabinete de Aldo, ainda estava em andamento por volta das 16h30. Os líderes partidários vão definir os projetos que deverão ser votados ainda nesta segunda-feira. O presidente do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, Ricardo Izar (PTB-SP), havia afirmado que foi surpreendido pela decisão da Mesa Diretora de enviar ao plenário, para votação, o projeto. Izar declarou-se contrário à aprovação da proposta. Lembrou que cinco dos 67 processos abertos pelo Conselho de Ética contra deputados acusados de envolvimento com a máfia dos sanguessugas poderão ser reabertos caso a norma não seja alterada, porque os deputados foram reeleitos e ainda não foram julgados.O líder do PL na Câmara, Luciano Castro, com apoio de outros cinco líderes, havia pedido nesta manhã urgência para votação do "projeto-pizza" do deputado Paulo Magalhães (PFL-BA), que altera as regras para desarquivamento de proposições na Câmara no início de cada legislatura.Durante esta tarde, Aldo havia confirmado o encaminhamento para votação em plenário, que beneficiaria os deputados João Magalhães (PMDB-MG), Marcondes Gadelha (PSB-PB), Pedro Henry (PP-MT), Welington Fagundes (PL-MT) e Welington Roberto (PL-PB), acusados pela CPI dos Sanguessugas de envolvimento na máfia das ambulâncias e reeleitos, assim como os deputados Paulo Rocha (PT-PA) e Waldemar Costa Neto (PL-SP), que renunciaram aos mandatos para fugir a processos de cassação por envolvimento no esquema de mensalão. Os líderes que apoiaram Castro foram: do PT, Henrique Fontana (RS); do PMDB, Wilson Santiago (PB); do PCdoB, Inácio Arruda (CE); do PP, Mário Negromonte (BA); e do PSC, Pastor Amarildo (TO).Este texto foi ampliado às 16h53.

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