Líderes querem votar PEC que acaba com voto secreto

Líderes da base governista na Câmara dos Deputados defenderam nesta terça-feira, 6, que a Casa retome a apreciação de temas da "agenda positiva" em resposta às manifestações de junho. Com a pauta trancada pelos projetos em caráter de urgência que tratam da destinação dos recursos dos royalties do petróleo para Educação e Saúde, além do Código de Mineração, os parlamentares só podem votar Propostas de Emenda à Constituição (PECs). Alguns líderes defendem a apreciação da PEC que acaba com o fim do voto secreto no Congresso.

DAIENE CARDOSO, Agência Estado

06 de agosto de 2013 | 12h05

"Acho que o Congresso deveria retornar votando a agenda das ruas e uma das agendas das ruas é acabar com o voto secreto", defendeu o líder do PSB, Beto Albuquerque (RS). Para o pessebista, o projeto que abre o voto em qualquer circunstância torna as decisões do Parlamento mais transparentes para a sociedade. "É o Congresso sem segredos", afirmou.

Embora não haja consenso na base sobre a votação da PEC do fim do voto secreto, o líder do PDT, André Figueiredo (CE), disse que vai trabalhar para incluir o projeto na pauta desta semana. "Não há consenso na base aliada, mas posso dizer que a grande maioria apoia", comentou.

Há divergências sobre a existência ou não de urgência constitucional para o projeto dos royalties do petróleo. Como a presidente Dilma Rousseff pediu ontem, 5, para que a proposta seja votada só na próxima semana, após nova rodada de reunião com os representantes da base aliada na Câmara, a perspectiva é que os aliados busquem o consenso nesta semana.

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