Líderes prevêem fim do troca-troca na Câmara

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que abre caminho para a punição dos deputados que mudarem de legenda, vai estancar o troca-troca partidário na Câmara. A avaliação é de líderes aliados e de oposição. Motivo: os deputados que pretendiam mudar de partido até hoje - data final para quem vai disputar eleições municipais de 2008 se filiar a outra legenda - se viram ameaçados de perder o mandato. ?Acabou o troca-troca?, cravou o deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA). O DEM elegeu, em 2006, 65 deputados, mas hoje a bancada tem 59. ?Agora vão pensar quatro vezes antes de mudar de partido?, disse o líder do PPS, Fernando Coruja (SC). Ele avisou que o partido vai insistir em reaver os mandatos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O PPS elegeu 22 deputados e hoje conta com apenas 13. Já o PSDB, outro partido que entrou no Supremo Tribunal Federal contra o troca-troca, conta hoje com uma bancada de 58 deputados - ante os 66 eleitos no ano passado. ?Vamos ter um paradeiro na mudança de partido?, avaliou o líder tucano, Antonio Carlos Pannunzio (SP). Os partidos da base aliada foram os mais beneficiados com o troca-troca partidário, acelerado desde os primeiros meses do segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No início da atual legislatura a bancada governista da Câmara contava com 323 deputados. Hoje, são 377 - do total de 513 deputados. O PR elegeu 23 deputados e, menos de um ano depois, quase dobrou a bancada: tem 42. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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