Rodolfo Buhrer/Reuters
Rodolfo Buhrer/Reuters

Líderes petistas criticam decreto de Bolsonaro que reajusta o salário mínimo

Novo presidente da República decretou reajuste do novo salário mínimo logo após a cerimônia de posse, na última terça

Gregory Prudenciano, O Estado de S.Paulo

02 de janeiro de 2019 | 15h43

Líderes petistas têm criticado o presidente Jair Bolsonaro por causa do reajuste do salário mínimo decretado na última terça-feira, 1, logo após a posse presidencial. Apesar de o Congresso ter aprovado um reajuste até o patamar de R$ 1.006, o decreto estabeleceu o novo salário mínimo em R$ 998 - anteriormente eram R$ 954. "Isso faz muita diferença para quem ganha pouco!", escreveu no Twitter Gleisi Hoffmann, presidente do PT, em referência ao valor decretado ser menor que o aprovado pelo Congresso.

O candidato derrotado à Presidência da República Fernando Haddad ironizou: "Povo começou a se libertar do socialismo: salário mínimo previsto de R$ 1.006 foi fixado em R$ 998. Sem coitadismo. Selva!", publicou em sua conta do Twitter. A conta oficial do PT na rede social também criticou Bolsonaro e definiu o decreto como algo "contra o povo brasileiro e a democracia", além de destacar a política de valorização real do salário mínimo como "uma das principais políticas de distribuição de renda".

O reajuste, no entanto, significa o primeiro aumento real em três anos. O cálculo leva em conta a inflação do ano anterior e o PIB de dois anos antes. A fórmula da correção, transformada em lei pela ex-presidente Dilma Rousseff, tem validade até este ano.

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