Líderes partidários vão tentar convencer Marco Feliciano a renunciar

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, o deputado federal do PSC é questionado por declarações consideradas racistas e homofóbicas

Eduardo Bresciani, O Estado de S.Paulo

27 de março de 2013 | 00h45

Os líderes partidários da Câmara decidiram chamar o pastor Marco Feliciano (PSC-SP) para uma reunião na próxima semana para tentar convencê-lo a deixar a presidência da Comissão de Direitos Humanos. Pressionado pelo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e agora pelos líderes, Feliciano foi respaldado na terça-feira por seu partido e pela bancada evangélica. O deputado é questionado por declarações consideradas racistas e homofóbicas.

A decisão por um convite ao pastor para um debate com os líderes surgiu após mais de três horas de reunião em que se chegou a conclusão de que não há caminho regimental para destituí-lo. Os partidos passaram ao longo do dia fazendo várias cogitações de saídas para o problema. A que teve mais adeptos seria a retirada de parlamentares da comissão, mas os deputados chegaram a uma constatação de que a bancada evangélica sozinha poderia realizar as sessões porque teria integrantes suficiente para dar quórum às reuniões.

Para tentar convencer Feliciano o argumento continua sendo o mesmo, o desgaste da Casa. "O colégio de líderes é mais forte do que um deputado", argumentou o líder do PT, José Guimarães (CE). "Uma posição de uma única pessoa não pode constranger toda a Casa", disse o líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO). O presidente da Câmara admitiu ter sido surpreendido com a posição do PSC de bancar a permanência de Feliciano. Alves afirma que a intenção é ampliar o diálogo para tentar convencer o pastor.

A bancada evangélica, porém, está mobilizada na defesa de Feliciano. Assessores e deputados têm acompanhado entrevistas dos líderes que questionam o pastor fazendo questionamentos em defesa de Feliciano. Lideranças dessa bancada cogitam realizar manifestações de apoio ao pastor para contrapor-se aos movimentos que pedem sua saída da comissão.

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