Líderes partidários criticam pauta elaborada por Temer

Líderes partidários reagiram hoje à pauta de votação da Câmara, elaborada pelo presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP), beneficiando um grande leque de categorias com aumento salarial, criação de vagas de vereadores, atendendo tribunais do trabalho e permitindo um trem da alegria nos cartórios. A postura de Temer em colocar esse tipo de projeto em votação tem levado caravanas com diferentes demandas à Câmara em uma pressão corpo-a-corpo com os deputados no Salão Verde e nos corredores da Casa.

DENISE MADUEÑO, Agencia Estado

23 de setembro de 2009 | 21h09

Na reunião do colégio de líderes, hoje, o tucano, José Aníbal (SP), reclamou do grande assédio dos lobbies e dos corredores poloneses que têm se formado na Câmara, dando o mote para manifestações de outros líderes. "Está errado fazer uma pauta pela pressão dos que vêm aqui na Câmara", afirmou o líder do PPS, Fernando Coruja (SC). "Essa pauta não é nossa. A nossa pauta tem de ser a pauta do País", continuou. Coruja. "Temos uma lista de projetos, que o partido considera prioridade, que nunca entra na pauta", disse o líder do PPS.

O líder do DEM, deputado Ronaldo Caiado (GO), também criticou. "Se não tivermos um filtro, vamos votar apenas o que as pessoas que vêm até aqui querem", disse Caiado. "A Câmara não pode privilegiar quem tem dinheiro para colocar o seu lobby aqui em Brasília. E os que não podem se deslocar à Brasília? A Câmara tem de discutir e votar o que for relevante para o País", afirmou Caiado.

De acordo com os líderes, Temer acertou que, na próxima semana, haverá uma reunião para discutir os projetos que deverão entrar na pauta. Esse ritmo de votação no plenário foi possível, porque Temer adotou uma nova sistemática afastando o trancamento total da pauta pelas medidas provisórias.

Segundo o presidente da Câmara, depois que os setores organizados perceberam que a Casa retomou as votações, sua sala passou a receber diversas demandas que ele tem atendido. Segundo Temer, os setores que procuravam o Executivo, agora, se deslocam para a Câmara para ter as suas reivindicações atendidas.

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