Líderes na Câmara lamentam morte de Campos

O líder do PSDB na Câmara, Antônio Imbassahy (BA), lamentou nesta quarta-feira, 13, a morte do candidato à Presidência Eduardo Campos (PSB) em acidente aéreo nesta manhã em Santos, no litoral de SP. O deputado tucano chamou o acidente de "tragédia que se abateu sobre todos".

NIVALDO SOUZA E RICARDO BRITO, Estadão Conteúdo

13 de agosto de 2014 | 17h41

Imbassahy disse que o "desaparecimento inesperado" de Campos foi algo "impensado". "O acidente aéreo vitimou não apenas um personagem da política nacional, mas uma grande personalidade brasileira. O país perde um líder carismático, um guia, um homem de família, pai exemplar e marido amoroso", disse em nota.

O líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), também se solidarizou com os familiares de Campos. "Estou profundamente chocado com a morte de Eduardo Campos, com quem tinha uma relação bastante amigável e respeitosa", afirmou a nota.

Cunha avaliou, ainda, a perda do candidato para o quadro político e as eleições deste ano. "O País e o processo eleitoral perderão muito do debate que a inteligência do Eduardo iria protagonizar", disse.

Homenagem

A Câmara dos Deputados fará uma sessão solene em homenagem a Eduardo Campos na próxima terça-feira, 19, às 15h. Este tipo de sessão é a maior honraria concedida pelo plenário da Câmara. Mas, como o plenário Ulisses Guimarães está em reforma, a homenagem será realizada no auditório Nereu Ramos, no subsolo da Casa legislativa, onde os deputados têm despachado. A sessão foi convocada pelo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que declarou mais cedo a perda de Campos como "uma dor insuportável".

Senado

Em nota, o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), também lamentou a morte do "fraternal amigo" Eduardo Campos. Para Eunício, que foi colega de Esplanada do presidenciável durante o governo Lula, a dimensão da falta que Campos fará ao Brasil é "incalculável".

"Tive o privilégio de uma longa proximidade com Eduardo. Convivemos como deputados, fomos juntos líderes, fomos juntos ministros e, sobretudo, compartilhamos com nossas famílias a intimidade de amigos. Eu, Monica (mulher do Eunício) e meus filhos estamos profundamente tristes e chocados com esta tragédia", afirmou o líder do PMDB, que é candidato ao governo do Ceará.

Mais conteúdo sobre:
Eduardo CamposPSDBPMDB

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.