Líderes focam eleições

Responsáveis por movimentos têm ambições políticas em 2018

Pedro Venceslau e Valmar Hupsel Filho, O Estado de S.Paulo

26 Março 2017 | 03h00

Os grupos que levaram milhões de pessoas às ruas nos atos pró-impeachment não promoveram renovação de suas lideranças e são os mesmos de dois anos atrás. Boa parte deles demonstra ter ambições políticas em 2018.

O principal exemplo é o do Movimento Brasil Livre (MBL). Com orientação liberal, o grupo elegeu um vereador em São Paulo no ano passado, Fernando Holiday (DEM), e espera eleger outro dirigente, Kim Kataguiri, deputado federal no próximo ano.

Na campanha pela Prefeitura da São Paulo, o MBL atuou como satélite de João Doria (PSDB) e hoje defende a candidatura do tucano à Presidência. Camisetas e outros materiais do grupo promovem o culto à personalidade.

O Vem Pra Rua, que em 2016 “emplacou” uma de suas líderes, Janaína Lima, do Partido Novo, na Câmara Municipal, em 2018 pode ter seu maior expoente, Rogério Chequer, na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados. Questionado sobre essa hipótese, ele desconversa. “Isso não passa pela minha cabeça agora.”

Líder do NasRuas, Carla Zambelli segue na mesma linha. “Não pretendo me candidatar, mas é cedo para descartar totalmente.” 

A reportagem não conseguiu contato com lideranças do MBL.

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