Líderes do Senado decidem se reunir para tratar crise

Parlamentares concluíram que é necessário um diálogo para administrar crise política

CHRISTIANE SAMARCO E DENISE MADUEÑO, Agencia Estado

04 de agosto de 2009 | 12h31

Líderes e dirigentes de partidos no Senado - governistas e oposicionistas - estão reunidos desde o fim da manhã de hoje no gabinete do presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE). Depois do confronto de ontem no plenário, entre o senador Pedro Simon (PMDB-RS) e os parlamentares que defendem a permanência de José Sarney (PMDB-AP) na presidência do Senado, os líderes concluíram que é necessário um diálogo para administrar a crise política em torno das denúncias contra o peemedebista, a qual ameaça sair de controle.

 

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Além de Simon, um dos principais defensores da renúncia de Sarney, e de Guerra, participam da reunião os líderes do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), e do PT, Aloizio Mercadante (SP), o líder do DEM, José Agripino (RN), o ex-líder do PSB Renato Casagrande (ES) e os senadores Tasso Jereissatti (PSDB-CE), Tião Viana (PT-AC), Jarbas Vasconcellos (PMDB-PE) e Demóstenes Torres (DEM-GO). O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), que também prega a renúncia de Sarney e apresentou denúncias contra ele no Conselho de Ética, está sendo aguardado no encontro.

Mercadante cancelou uma reunião da bancada petista, marcada para hoje à tarde, que discutiria a posição do partido em relação ao afastamento de José Sarney da presidência da Casa. A decisão de cancelar a reunião foi uma forma de tentar evitar mais desgaste para o partido, já que não houve mudança de posição dos senadores do PT. "Nossa avaliação é de que a licença (de Sarney do cargo de presidente) é a melhor solução, e nenhum senador (petista) pediu para reavaliar essa posição", disse ele, o chegar ao gabinete de Guerra.

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