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Líderes do PSDB na Câmara reafirmam apoio à candidatura de Maia

Tucanos disseram ao presidente da Casa que bancada não tem intenção de apoiar os candidatos do Centrão na eleição marcada para fevereiro

Daiene Cardoso, O Estado de S.Paulo

04 de janeiro de 2017 | 17h47

BRASÍLIA - Em almoço nesta quarta-feira, 4, com líderes do PSDB na Câmara, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ouviu dos tucanos que a bancada não tem nenhuma intenção de apoiar os candidatos do Centrão que pleiteiam o cargo. Os deputados reiteraram que a parceria entre DEM e PSDB é de longa data e que não há risco de lançamento de candidatura própria.

Maia almoçou com o atual líder do PSDB, Antonio Imbassahy (BA), e seu sucessor, o deputado paulista Ricardo Tripoli, que assumirá o cargo em fevereiro. No encontro de uma hora e meia, Tripoli avisou que fará consultas individuais na bancada sobre o espaço que o partido reivindicará na Mesa Diretora e nas comissões permanentes. "Vamos postular um espaço. Qual eu ainda não sei", disse Tripoli ao Broadcast Político.

No almoço, Maia conversou com os deputados sobre a agenda de reformas que o governo enviou ao Congresso Nacional e o calendário de votações. Maia ressaltou que a pauta deste ano é "dificílima", disse que o desempenho da base aliada tem de ser "notável" e "ajustada" com o Palácio do Planalto.

Esbanjando confiança, o atual presidente da Câmara está convencido de que não há impedimento jurídico para sua recondução ao cargo e sinalizou que, mesmo sem oficializar a candidatura, hoje já teria votos suficientes para ser reeleito.

Tripoli fez um apelo para que Maia formalize o quanto antes sua candidatura e disse ver "com bons olhos" a continuidade de seu trabalho à frente da Casa.

Maia disputará o comando da Câmara - e o posto informal de "vice-presidente da República", já que substitui o presidente Michel Temer durante as viagens internacionais - com os líderes governistas Jovair Arantes (PTB-GO) e Rogério Rosso (PSD-DF). Ex-líder da bancada do PDT e ex-ministro das Comunicações do governo Dilma Rousseff, André Figueiredo (CE) concorrerá como candidato de oposição ao governo Temer.

Embora Temer diga oficialmente que o governo se mantém neutro na disputa, seus auxiliares com melhor trânsito partidário atuam para esvaziar as candidaturas vinculadas ao Centrão. O Planalto não pretende dar aval a Rosso ou Jovair - ex-aliados do peemedebista preso Eduardo Cunha - mesmo se a candidatura de Maia for barrada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O almoço de hoje foi um dos últimos atos de Imbassahy como líder do PSDB na Câmara, uma vez que ele já começou o processo de transferência das funções a Tripoli. Imbassahy deve assumir a Secretaria de Governo em fevereiro, assim que for concluída a eleição na Casa.

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