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Líderes do PSDB comentam operação que prendeu Mantega

Para  Antônio Imbassahy, nova fase da operação demonstra 'profunda' abrangência das articulações do PT no esquema de corrupção investigado pela força-tarefa

Erich Decat, Julia Lindner e Isabela Bonfim, O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2016 | 11h14

BRASÍLIA - Líderes do PSDB na Câmara e no Senado, Antônio Imbassahy (BA) e Paulo Bauer (SC) comentarm, nesta quinta-feira, 22, a prisão temporária do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega na 34ª fase da Operação Lava Jato, denominada Arquivo X. Imbassahy considerou que a prisão de Mantega demonstra a “profunda” abrangência das articulações do PT no esquema de corrupção investigado pela operação Lava Jato.

Mantega, que foi ministro da Fazenda nos governos Lula e Dilma, foi preso temporariamente, na manhã desta quinta-feira, pela Polícia Federal na 34ª fase da Operação Lava Jato, chamada de Arquivo X.

Segundo a força-tarefa da Lava Jato, o empresário Eike Batista declarou em depoimento que, em 1 de novembro de 2012, recebeu pedido de um então ministro e presidente do Conselho de Administração da Petrobrás para que fizesse um pagamento de R$ 5 milhões, no interesse do PT.

“Guido Mantega é o mais longevo ministro do PT. A prisão dele demonstra a profundidade e a abrangência dessas articulações do PT em torno de um projeto de poder. Revela a institucionalização de práticas incompatíveis com o sistema democrático”, afirmou Imbassahy.

Para o líder do PSDB no Senado, Paulo Bauer, a prisão temporária do ex-ministro da Fazenda mostra que todos que atuam no mundo da corrupção devem ser punidos. O senador acredita, também, que a revogação da prisão, que ocorreu cinco horas depois, não faz das investigações contra Mantega inconsistentes.

"Até onde se sabe a revogação da prisão de Mantega tem relação direta com o fato de a esposa dele estar internada, passando por um procedimento médico. O juiz decidiu pela soltura do ministro sem prejuízo de todas as investigações e averiguações que estão sendo feitas pela polícia", argumentou. "Todos aqueles que tiveram algum contato com coisas ilícitas e atos de corrupção feitos a partir do exercício de cargos públicos ou da atividade política devem ser exemplarmente punidos, seja quem for."

Ele lamentou o envolvimento do ex-ministro no escândalo de corrupção, assim como de outras "figuras proeminentes do governo anterior", mas comemorou o trabalho da Polícia Federal, do Ministério Público e da Justiça. Para o tucano, a prisão de Mantega demonstra que o Brasil continua sendo um país "sério", onde quem atua na corrupção acabará inevitavelmente punido.

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