Líderes do PR no Congresso vão conduzir negociação para sucessor

Um dos principais nomes cotados, o senador Blairo Maggi também participa da decisão

Denise Madueño, da Agência Estado

07 de julho de 2011 | 15h41

BRASÍLIA - A cúpula do PR decidiu designar os líderes do partido na Câmara, Lincoln Portela (MG), e do Senado, Magno Malta (ES), e o senador Blairo Maggi (MT) para conduzirem as negociações com o Palácio do Planalto na escolha do novo ministro ds Transportes, que substituirá Alfredo Nascimento, que deixou o cargo na quarta-feira, 6. O presidente do partido, Alfredo Nascimento, e o deputado Waldemar Costa Neto, não vão tratar diretamente dessas negociações. Em reunião, nesta quinta-feira, 7, a cúpula do partido analisou alguns nomes para serem sugeridos à presidente Dilma Rousseff, porém sem nenhuma conclusão.

Um dos principais nomes cotados, o senador Blairo Maggi, está avaliando a possibilidade de assumir a pasta, em vista da atividade empresarial que exerce. Ele tem grandes empresas ligadas à produção da soja e está considerando se existe compatibilidade do cargo com a disponibilidade de tempo e aspectos jurídicos. Da reunião de cúpula participaram também deputados e senadores do PR e o ex-ministro Nascimento.

O partido não tem pressa na indicação de um novo nome. Setores da bancada entendem que seria bom que a escolha fosse feita depois de baixada a poeira da crise, e com o Congresso em recesso. O parlamento encerra seus trabalhos no semestre na próxima semana.

Nesta quinta-feira, dia seguinte à saída de Nascimento do Ministério, parlamentares do PR têm procurado deixar claro que não pressionarão a presidente Dilma e que cabe exclusivamente a ela nomear o novo titular. "A nomeação é da presidente. Esses nomes do PR estão incumbidos de conversar com a presidente. Mas é claro que a decisão é dela", disse o líder do partido na Câmara, Lincoln Portela.

No mesmo tom, o deputado Luciano Castro (PR-RO) disse que o cargo de ministro é da presidente e que o PR é um partido da base aliada. "O partido entende que o cargo é da presidente Dilma. O governo, por via de uma aliança, cedeu o cargo para o partido. O cargo é da presidente Dilma e como partido aliado, naturalmente devemos ser chamados a conversar sobre o assunto. Mas o cargo não é do partido", afirmou Castro. O deputado disse que alguns nomes estão sendo examinados, mas que não haverá decisão sobre isso agora e que o partido prefere aguardar os acontecimentos.

Na reunião desta quinta-feira, o ex-ministro Nascimento afirmou que retomará as atividades no Senado, onde apresentará suas explicações sobre o episódio de sua saída. O líder do PR na Câmara, Lincoln Portela, informou que o diretor-geral do Dnit, em licença do cargo, Luiz Antonio Pagot, vai prestar esclarecimentos na próxima semana no Congresso. Na terça-feira ele participará de audiência pública na Câmara e na quarta-feira, no Senado.

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