Líderes do PMN reiteram que não haverá fusão com o PPS para criação de MD

Segundo uma das dirigentes nacionais do PMN, Thelma Zayra, apenas um Estado da federação apoia a fusão; partido tem reunião marcada para o dia 28 com finalidade de oficializar desistência

Ricardo Chapola - O Estado de S. Paulo,

19 de julho de 2013 | 21h02

SÃO PAULO - Líderes da Executiva Nacional do PMN afirmaram nesta sexta-feira, 19, que o partido não vai se fundir ao PPS para formar o MD. Segundo uma das dirigentes nacionais do PMN, Thelma Zayra, apenas um Estado da federação - o Espírito Santo - apoia a fusão.

"Eu falei com todos os Estados e só um é a favor da fusão com o PPS", afirmou. No dia 28, o PMN convocou uma convenção nacional extraordinária para bater o martelo sobre a desistência da junção das legendas. Segundo Zayra, o principal dos entraves que frustraram a fusão dos partidos foi a existência de divergências entre os líderes estaduais dos dois partidos em praticamente todo o País.

Nesta sexta, o presidente nacional do PPS, o deputado federal Roberto Freire (SP), disse que há consenso com o PMN sobre a necessidade de uma união das oposições contra o PT, mas com multiplicidade de candidaturas.

Há duas semanas, a secretária nacional do PMN, Telma Ribeiro, havia dito que a fusão com o PPS seria desfeita.

Serra. O PPS tem batido na tecla de que está de portas abertas para receber o ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB), que deu sinais a aliados de que quer disputar a Presidência nas eleições do ano que vem. O tucano confidenciou a amigos que está animado com a queda de popularidade da presidente Dilma Rousseff (PT) nas últimas pesquisas de intenção de voto.

Para Freire, depende de Serra arregimentar aliados para colocar em prática suas pretensões de disputar o Palácio do Planalto no ano que vem.

"O tempo dele não é apenas o legal, mas o tempo político, até porque é preciso que consiga arregimentar aliados. Ele não pode ser o liderado, ele, neste processo, está liderando e, portanto, não pode ser último a decidir. Acho que essa decisão será tomada em breve, mas o Serra é o Serra e tem o seu próprio tempo de avaliação", diz Freire.

"Serristas" dizem que o ex-governador não conseguiria levar muitos tucanos consigo. O fracasso da fusão entre o PPS e o PMN frustrou a construção de uma "janela da infidelidade" oposicionista. Assim como ocorreu com o PSD de Kassab no lado governista, o movimento permitiria uma migração de parlamentares insatisfeitos com o governo Dilma.

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