Líderes do PFL, PDT e PSDB protestam contra declarações de Lula

Os líderes do PFL, do PDT e do PSDB no Senado, respectivamente Agripino Maia (RN), Jefferson Peres (AM) e Arthur Virgílio (AM), afirmaram que não irão ao Palácio do Planalto para participar da cerimônia de anúncio da convocação extraordinária do Congresso em julho. A decisão é em protesto contra as declarações feitas ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que não haverá poder nenhum, exceto Deus, que o impedirá de "colocar o Brasil numa posição de destaque no cenário internacional". Os três se reuniram, pela manhã, com os presidentes do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), na Presidência do Senado, quando manifestaram sua indignação com as declarações do presidente. Sarney telefonou em seguida para Lula, que lhe prometeu fazer uma retratação, na reunião de logo mais com os líderes, no Palácio do Planalto. Agripino, Jefferson e Virgílio, no entanto, não aceitaram uma retratação privada.Sarney e João Paulo seguiram pouco antes das 11 horas para o Palácio do Planalto, para participar da reunião. O líder do PFL afirmou que o presidente colocou os Poderes Legislativo e Judiciário como se estivessem dificultando coisas boas que ele pretende fazer ao País. Ele e os outros dois líderes exigem que Lula respeite os partidos e a instituição Congresso. "O presidente da República tem obrigação de ser tolerante e agregador", afirmou Agripino. Leia a íntegra do discurso de Lula na CNI.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.