Líderes do governo admitem derrota da MP do mínimo

Os principais líderes do governo no Senado já estão admitindo, em conversas reservadas, a derrota da MP que fixa o mínimo em R$ 260,00. Um sinal disso foi a chegada ao plenário de senadores, como Marcelo Crivella (PL-RJ), João Ribeiro (PFL-TO), Jonas Pinheiro (PFL-MT), que devem votar contra MP, segundo a avaliação da base aliada. Havia uma expectativa de que esses senadores não comparecessem à votação de hoje. "É muito difícil nós ganharmos", disse o vice-líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), repetindo a mesma avaliação feita pelo senador Tião Viana (PT-AC) a colegas. Segundo governistas, não é a política do salário mínimo que está em jogo, mas sim a briga de poder político entre os ministros José Dirceu (Chefe da Casa Civil) e Aldo Rebelo (Coordenação Política) que estaria se refletindo na votação do mínimo. Outro senador da base aliada disse que o governo não consegiu, por exemplo, reverter o voto contrário do senador Antonio Carlos Valladares (PSB-SE), que fez discurso, no plenário, em favor do mínimo de R$ 275,00, sendo aplaudido pela oposição, quando desceu da tribuna. Na bancada do PT, o governo não está conseguindo convencer os senadores rebeldes, como Flávio Arns (PR) e Serys Slhessarenko (MT).

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