Líderes do DEM não comentam antecipação de ministro da Justiça e atacam PT

Ronaldo Caiado e Pauderney Avelino divulgaram nota antes de os investigadores explicarem a operação, com duras críticas ao partido dos trabalhadores

Daiene Cardoso, O Estado de S. Paulo

26 de setembro de 2016 | 11h04

Brasília - Com a prisão nesta manhã do ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil Antonio Palocci, líderes do DEM aproveitaram para atacar o PT. Sem comentar a antecipação pelo ministro da Justiça, Alexandre de Mores, da Operação da Polícia Federal realizada nesta segunda-feira, 27, os parlamentares se limitaram a criticar os governos petistas por utilizar a máquina pública para atender aos interesses da própria sigla.

"Essa prisão demonstra que o governo petista defendia apenas seus próprios interesses", criticou o líder do DEM na Câmara, Pauderney Avelino (AM). Antes mesmo do detalhamento da ação desta manhã pela cúpula da Operação Lava Jato, o deputado divulgou uma nota na qual diz que os governos petistas governaram para poucos e "destruíram" economicamente o País. "O Ministério da Fazenda e Casa Civil foram abrigos para amigos e empresas relacionadas ao PT", apontou Pauderney.

O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), disse que a operação de hoje indica que o Ministério Público começa a chegar nas operações do PT no BNDES. O banco público já foi alvo de investigação de uma CPI no Senado no ano passado. "A Operação Lava Jato chega ao BNDES, usado nos governos petistas em transações nada republicanas. A prisão de Palocci é o início de uma nova investigação que vai revelar o quanto os comandos do PT e de seus governos lesaram o nosso banco de desenvolvimento", comentou Caiado, também em nota.

Caiado voltou a criticar a política de financiamento adotada nos últimos anos pelo BNDES. "Em vez de ter como prioridade desenvolver o País e ajudar nossas grandes empresas, a finalidade do banco sob o PT foi direcionar recursos para operações corrompidas e países alinhados ideológicos de Lula e Dilma", afirmou.

As notas de Pauderney e Caiado ignoram as declarações de ontem do ministro da Justiça. Como publicou ontem o Broadcast, em evento de campanha de um aliado em Ribeirão Preto, terra de Palocci, Moraes anunciou que haveria nova ação da PF nos próximos dias. "Teve a semana passada e esta semana vai ter mais, podem ficar tranquilos. Quando vocês virem esta semana, vão se lembrar de mim", disse o ministro em um evento de campanha do deputado federal Duarte Nogueira (PSDB), candidato a prefeito no município paulista. (

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