Líderes do DEM falam que prisão de Lula deve ser a próxima na Lava-Jato

Pauderney Avelino (AM), líder na Câmara, disse que está na hora de Moro prender ex-presidente; ele e e Ronaldo Caiado (MS), líder no Senado, aproveitaram para provocar petistas

Isadora Peron e Marianna Holanda, O Estado de S.Paulo

19 de outubro de 2016 | 17h25

Ao repercutirem a prisão do deputado cassado Eduardo Cunha, nesta quarta-feira, 19, os líderes do DEM no Congresso disseram que o ex-presidente Lula deveria ser o próximo a ser preso na Operação Lava Jato. O senador e líder do partido no Senado, Ronaldo Caiado (MS), minimizou o episódio desta tarde, classificando-a como “mais uma prisão”. Para ele, trata-se de uma “etapa anterior àquela que é, indiscutivelmente, a mais esperada, que é a do Lula”. No mesmo tom, o líder do partido na Câmara, Pauderney Avelino (AM), declarou que "as portas de Curitiba estão abertas também para o Lula". O ex-presidente também é réu na Lava Jato.

Pauderney também aproveitou para provocar petistas: "O pessoal do PT dizia que, para prender Lula, teriam que antes prender Eduardo Cunha. Se for seguir a tese do PT, o caminho está aberto".

Enquanto deputados da oposição usaram a tribuna da Câmara para defender a ideia de que uma possível colaboração perante a Procuradoria poderia prejudicar o governo Temer, Pauderney minimizou um possível impacto. Caiado avalia que Cunha "não será uma exceção" e deve acabar fechando acordo de colaboração. 

O líder do DEM no Senado evitou falar sobre o impacto da prisão de Cunha na cúpula do governo federal ou mesmo no próprio presente. Caiado disse que é preciso esperar para ver se haverá delação e se ela será homologada para comentar. “Não dá para fazer nenhum diagnóstico prévio”, declarou.

Votações. Pauderney comentou que a prisão do deputada cassado poderá influenciar no andamento de votações importantes para o governo, pois cria um "estresse político" na Casa.

"Eu acho que terá sim alguma repercussão, porque Cunha foi um presidente forte, um presidente poderoso, que criou laços em vários partidos", disse. Nesta quarta, o plenário da Câmara começou a esvaziar assim que a notícia da prisão do peemedebista veio a público, por volta do meio dia. A sessão que votaria os destaques do projeto sobre o pré-sal foi suspensa por falta de quórum.

 

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