Renato Costa | Framephoto
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Líderes do Centrão e peemedebista acusam governo de 'desidratar' candidatura de Castro

Paulinho da Força e Lúcio Vieira Lima dizem que Planalto interveio na bancada do PMDB e fez ex-ministro perder maioria dos votos

Erich Decat, O Estado de S.Paulo

13 de julho de 2016 | 16h51

BRASÍLIA - Lideranças do centrão (PSD, PP, PR, PTB, PSC e partidos médios) e integrante do PMDB consideraram, pouco antes do início da disputa pela presidência da Câmara, que o líder do PSD, Rogério Rosso (DF), deverá ir para segundo turno contra o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Segundo o grupo, o Palácio do Planalto interveio na bancada do PMDB e o deputado Marcelo Castro (PMDB-PI) deixou de contar com a maioria dos votos dos peemedebistas na disputa. Em razão disso, Castro deverá ter dificuldades, na análise dos adversários, para se viabilizar dentro do plenário e chegar no segundo turno. Castro é ex-ministro da Saúde do governo Dilma e votou contra o processo de impeachment da petista.

“Nas últimas 24 horas, o Palácio do Planalto entrou na disputa e o balão do Marcelo Castro murchou. Inicialmente, ele até chegaria a ter uns 40 votos da bancada o que complicaria, mas agora não deve chegar nem a 20”, afirmou o presidente do Solidariedade, Paulo Pereira da Silva (SP) antes de ingressar em mais uma reunião realizada por integrantes do centrão nesta quarta-feira, 13.

As declarações do deputado, conhecido como Paulinho da Força, foram feitas ao lado do vice-líder do PMDB, Lúcio Vieira Lima (BA), que endossou o raciocínio. “O cálculo é esse. Eu e vários outros puderam trabalhar contra. Pesou muito a questão do Lula ter entrado a favor de Castro e o fato de Castro simbolizar o grupo contra o impeachment. Isso poderia, inclusive, ter reflexos no Senado”, disse Vieira Lima se referindo ao processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff que deve ser concluído no próximo mês de agosto, após o recesso no Legislativo.

Antes do início da sessão, prevista para as 19h, Rogério Rosso tem feito corpo a corpo com postulantes do centrão na tentativa de dissuadi-los de manterem a candidatura. O primeiro a renunciar em pró dele foi o deputado Beto Mansur (PRB-SP).

Entre uma reunião e outra Rosso cruzou rapidamente com Rodrigo Maia nos corredores da Casa. Numa conversa realizada ao pé de orelha, os dois prometeram selar uma união após o desfecho da disputa. “Ficou acertado que concluída a eleição iremos nos unir novamente”, afirmou Rosso. 

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