Líderes do Centrão e do PMDB votam pela cassação de Cunha

Em entrevista coletiva após a votação, Cunha chamou de hipócritas líderes deste grupo de partidos que votaram à favor. Deputado foi cassado por 450 votos favoráveis a 10 contrários

Igor Gadelha, colaboraram Isadora Peron e Ricardo Brito, O Estado de S.Paulo

13 de setembro de 2016 | 00h56

BRASÍLIA - Outrora aliados de primeira hora, os principais líderes do Centrão - grupo de 13 partidos liderados por PP e PSD - votaram a favor da cassação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na noite dessa segunda-feira, 12. O líder do PMDB, partido de Cunha, também votou pela perda de mandato do correligionário.

Entre as lideranças do Centrão, votaram pela cassação os líderes do PP, Aguinaldo Ribeiro (PB); do PSD, Rogério Rosso (DF); do Solidariedade, Genecias Noronha CE); do PRB, Márcio Marinho (BA); e do PTN, Renata Abreu (SP). Outros líderes do grupo se abstiveram ou não compareceram, como Jovair Arantes (PTB) e Aelton Freitas (PR).

Em entrevista coletiva após a votação, Cunha chamou esses líderes de hipócritas. "Se votaram pela cassação, foi hipocrisia", afirmou o peemedebista, após ser informado dos votos dos antigos aliados. Rosso, por exemplo, foi candidato à presidência da Câmara, na última disputa, com apoio do deputado cassado.

No PMDB, 56 dos 66 deputados votaram. Desses, 52 votaram a favor da cassação do correligionário. Apenas um peemedebista votou contra a cassação: o deputado Carlos Marun (MS), principal defensor do peemedebista na Casa. Houve ainda três abstenções: Mauro Lopes (MG), Alberto Filho (MA) e Saraiva Felipe (MG).

Outro que também se absteve foi o líder do governo na Câmara, André Moura (PSC-SE). O parlamentar sempre foi próximo de Cunha e chegou à liderança da gestão Michel Temer na Casa por indicação do deputado cassado. Apesar de ter ajudado o peemedebista, Moura evitava nos últimos dias defender publicamente Cunha.

No Rio de Janeiro, Estado de Cunha, todos os 37 deputados presentes votaram a favor da cassação do peemedebista. Os outros oito parlamentares do Estado faltaram à votação, principalmente os do PMDB, como Soraya Santos, Fernando Jordão e Washington Reis. Ausências ou abstenções contaram favoravelmente a Cunha.

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