Líderes de PT e PSDB elogiam cassação de Demóstenes

Relator Humberto Costa disse estar triste por cassar um colega, mas com consciência tranquila

Eduardo Bresciani e Ricardo Brito - Agência Estado,

11 de julho de 2012 | 14h10

Os líderes do PT, Walter Pinheiro (BA), e do PSDB, Alvaro Dias (PR), elogiaram a decisão do Senado de cassar Demóstenes Torres (sem partido-GO). Foram 56 votos favoráveis à cassação, 19 contrários e 5 abstenções. Clóvis Fecury (DEM-MA) está licenciado e foi o único a não votar.

Para Pinheiro, a Casa fez "justiça". "O Senado cumpriu a sua parte. O sentimento não é de vingança, mas de justiça". Ele afirmou que não se pode achar que a atitude de Demóstenes é a mesma de outros senadores.

"O que estava em jogo não era a imagem do Senado, mas o destino de um de seus membros".

O líder tucano afirmou que a decisão foi tomada em meio a uma mistura de sentimentos. "É um misto de tristeza e de alegria. Tristeza de ter de cassar um colega e alegria de ter cumprido esse dever". Para ele, os parlamentares que não votaram pela cassação são "mais condescendentes".

Relator do processo, o senador Humberto Costa (PT-PE) esperava uma votação mais apertada. "Esperava uma votação menor. Não é uma decisão fácil cassar um colega. Não há uma sensação de prazer. Estou triste, mas com a consciência tranquila".

O presidente do PSOL, deputado Ivan Valente, autor da representação que levou à perda de mandato de Demóstenes, afirma que o caso tem uma simbologia maior pela trajetória do agora ex-senador. "Ele se mostrava como defensor da ética, mas estava ao lado de uma organização criminosa". Para ele, o Congresso precisa mudar a forma de financiamento de campanhas acabando com as contribuições privadas.

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