Líderes de partidos da base criticam Constituinte para reforma política

Parlamentares do PMDB, PR e PSB acreditam que a proposta da presidente Dilma esbarre em questões jurídicas

Ricardo Della Coletta e Eduardo Bresciani

25 Junho 2013 | 13h01

Brasília - Lideranças da própria base do governo criticaram nesta terça-feira, 25, a proposta da presidente Dilma Rousseff de realizar um plebiscito para decidir sobre a convocação de uma Constituinte exclusiva para debater a reforma política. O líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ) disse que a sugestão precisa ser melhor detalhada. "A Casa é contra esse plebiscito", avaliou Cunha.

 

O líder peemedebista disse ser, pessoalmente, favorável à Constituinte, mas destacou que o PMDB ainda vai tomar uma decisão conjunta a respeito do tema. O líder do PSB na Câmara, deputado Beto Albuquerque (RS), afirmou que não existe previsão jurídica para realizar uma miniconstituinte. "Fazer um plebiscito para aprovar uma miniconstituinte é um negócio esquizofrênico", disse.

 

O deputado disse que será importante a consulta marcada para a tarde desta terça entre Dilma e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa. Ele ponderou, no entanto, que a conversa deveria ter acontecido antes do anúncio da proposta. "Se houver entendimento de que isso é possível, que se faça. Mas eu não acredito que será a posição do Supremo", disse.

 

O líder do PSB sugeriu que seria possível realizar um plebiscito em que fossem consultados pontos específicos da reforma eleitoral. O líder do PR na Câmara, Anthony Garotinho (RJ), foi na mesma direção. "O que a presidente propõe (a Constituinte exclusiva) não existe no mundo jurídico".

 

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