Flávio Tavares/O Tempo
Flávio Tavares/O Tempo

Líderes de greve das polícias em Minas cobram diálogo com Zema

Governador negocia com comandos das corporações e diz nas redes sociais que tem 'compromisso de encontrar soluções'

Carlos Eduardo Cherem, Especial para o Estadão

23 de fevereiro de 2022 | 20h36

BELO HORIZONTE - A paralisação dos profissionais de segurança pública de Minas Gerais prosseguiu nesta quarta-feira, 23, sem avanços nas negociações entre o governo mineiro e líderes da greve, que reúne policiais militares e civis, bombeiros, e agentes penais e da defesa civil. Integrantes do comando do movimento acusam o governador Romeu Zema (Novo) de não dialogar com os grevistas. O mandatário, porém, mantém um canal com os comandos das polícias e dos bombeiros.

Zema  e quatro secretários - de Governo, Mateus Simões; de Governo, Igor Eto; de Planejamento e Gestão, Luísa Barreto; e de Justiça e Segurança, Rogério Greco – têm conversado com chefes das corporações em greve.  Mantêm contato com o comandante-geral da PM, coronel Rodrigo Sousa Rodrigues; com o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Edgard Estevo; e com o chefe da Polícia Civil, Joaquim Francisco Neto e Silva.

No início da noite desta quarta-feira, 23, o governador voltou às redes sociais, com mensagem no Twitter. Afirmou que “mesmo diante das dificuldades nas contas do Governo do Estado, estamos avaliando condições para efetuar a recomposição salarial dos servidores públicos de Minas”. “Tenho o compromisso de encontrar soluções, que em breve serão anunciadas.”

Líderes do movimento acusam o governo estadual de falta de diálogo.

“O governador vem nas redes sociais dizer que está dialogando conosco. Mentira. Se tivesse uma punição por mentira ele perderia o cargo. Não abriu uma janela de negociação”, afirmou o presidente da Associação Nacional das Praças, subtenente Hélder Martins de Oliveira.

 

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