Líderes da Câmara são contra expansão do Bolsa-Família

Líderes aliados e de oposição na Câmara reagiram negativamente à aprovação da última terça-feira pelo Senado do projeto de lei que inclui um benefício de Natal - espécie de 13º salário - no programa Bolsa-Família, sinalizando que a proposta deverá ser rejeitada na Casa. O líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), apontou duas ilegalidades no projeto. Segundo ele, os senadores misturaram a legislação trabalhista com a assistencial. "Transformaram um tipo de benefício assistencial, equiparando-o ao salário", afirmou Chinaglia. Outro ponto, segundo o líder, foi a aprovação de um gasto sem previsão de recursos equivalentes no Orçamento para honrar a despesa. O líder do PSDB, partido de oposição, na Câmara, Jutahy Júnior (BA), apontou os mesmos pontos como erros cometidos pelos senadores. "Para uma questão como essa ser aprovada, tem de ter orçamento", afirmou. "Além disso, estão confundindo conceitos. O Bolsa-Família não é salário, mas uma necessidade transitória", continuou o líder tucano. "Temos de lutar para que o País cresça e se desenvolva para que menos pessoas precisem da assistência", afirmou Jutahy. O tucano adiantou que é contra o projeto aprovado pelos senadores, mas disse que reunirá a bancada para discutir a questão quando a proposta chegar à Câmara. O líder do PT na Câmara, Henrique Fontana (RS), classificou de "brincadeira" e "demagogia" a aprovação do projeto pelos senadores. Para ele, na Câmara a proposta será rejeitada.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.