Líderes da Câmara não chegam a acordo sobre agenda

Não houve acordo sobre a agenda de votação da Câmara na reunião de líderes realizada na residência oficial do presidente da Casa, Aécio Neves. Depois de pouco mais de uma hora (a reunião começou às 11 horas), os líderes chegaram à conclusão de que precisam discutir temas como o "pacote ético", a votação da regulamentação do sistema financeiro e as alterações no regimento interno com as suas bancadas. Segundo o líder do PFL na Câmara, Inocêncio Oliveira, os líderes constataram que é necessário fazer um levantamento de como estão os textos que tramitam na Câmara sobre fidelidade partidária, restrição da imunidade parlamentar ou a criação do código e da comissão de ética da Câmara. Uma nova reunião foi marcada para a próxima quinta-feira para então estabelecer essa agenda. Com a falta de acordo, segundo Walter Pinheiro (PT-BA), o que será colocado em votação na próxima quarta-feira são os projetos que estão trancando a pauta da Câmara. Pinheiro descartou qualquer chance de ser colocado em votação o projeto que trata da previdência complementar do servidor.Aécio colocará Código de Ética em discussãoO presidente da Câmara, deputado Aécio Neves (PSDB-MG), afirmou depois da reunião de líderes que vai colocar em discussão, no plenário da casa, o projeto que cria o Código e a Comissão de Ética da Câmara, mas não estabeleceu uma data para sua votação. "Não há nenhuma resistência à votação do código pelos líderes. Ainda não posso marcar a data, mas vamos votá-lo", afirmou Aécio.Ele admitiu ainda que não há consenso em torno do agendamento do projeto de imunidade parlamentar, mas disse que vai se empenhar no sentido de encaminhá-lo ao plenário. "Estou discutindo com os deputados envolvidos com o projeto, e vou apresentar uma proposta que crie um novo conceito de imunidade parlamentar", afirmou. O presidente da Câmara já determinou a anexação de um projeto do Senado a um projeto da Câmara que trata do assunto e, embora tampouco tenha determinado uma data para sua votação em plenário, pretende priorizar este como um dos projetos a serem levados à votação. Aécio disse também que pretende, ainda neste semestre, colocar em votação os projetos de fidelidade partidária e de financiamento público de campanhas. "Eu não procuro o consenso nas matérias polêmicas. O projeto será votado, e cada um vote como quiser", afirmou.

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