Bate-boca entre líderes da base aliada constrange Dilma

Discussão foi por causa da escolha do nome para presidente da Comissão Mista do Congresso para a Medida Provisória que cria o programa Mais Médicos

Erich Decat , O Estado de S. Paulo

06 de agosto de 2013 | 17h41

Brasília - Marcado para ser um encontro de aproximação e apaziguamento entre a presidente Dilma Rousseff e lideranças da base aliada do Senado, a reunião realizada no Palácio do Planalto nesta terça-feira, 6, terminou em discussão entre os parlamentares. O imbróglio iniciou-se quando o líder do bloco União e Força, Gim Argello (PTB-DF), anunciou que indicaria o senador Eduardo Amorim (PSC-SE) para presidir a Comissão Mista do Congresso para a Medida Provisória que cria o programa Mais Médicos.

A comissão deve ser instalada nesta quarta-feira e terá como relator um integrante da Câmara.

Logo após Gim Argello anunciar o nome de Amorim, o líder do PMDB, senador Eunício Oliveira (CE), tomou a palavra e disse que a indicação para a presidência da comissão era do partido e que o nome do escolhido não era o de Eduardo Amorim, mas o do senador João Alberto (PMDB-MA). "Criou-se um constrangimento esse bate-boca no final", disse o líder do PSB, Rodrigo Rollemberg, que participou do encontro, ao Broadcast Político.

Em meio ao "mal-estar" criado diante da presidente Dilma, o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), interveio e disse que ali não era o momento para a discussão e que ela deveria se restringir apenas ao Senado.

Antes das colocações dos senadores, a reunião foi conduzida pela apresentação do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que apresentou argumentos sobre a importância da votação da MP que cria o programa Mais Médicos. Depois da audiência desta terça-feira, integrantes do governo sinalizaram que realizarão encontros com líderes da base aliada com maior frequência para discutir a pauta de votação do Congresso.

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