Líderes da base articulam para aprovar CSS amanhã

Os líderes da base aliada passaram o dia fazendo corpo-a-corpo e ao telefone em busca de apoio para a votação, prevista para amanhã, da Contribuição Social para a Saúde (CSS), a nova Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). O líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), garantiu que o projeto será votado amanhã e que as resistências já estariam sendo eliminadas. Pelos seus cálculos, o governo já teria o apoio de 280 deputados, 23 votos a mais do que o quórum exigido de 257. No entanto, os aliados não querem correr riscos e até amanhã continuarão trabalhando para aprovar a CSS.Depois de constatar que muitos deputados haviam retornado de seus Estados dispostos a votar contra, levando a bancada governista a adiar a votação, o líder do PMDB contabilizou hoje alguns avanços: "90% da bancada vai votar em favor da CSS", afirmou. Ele conseguiu virar votos de parlamentares de Santa Catarina que estavam sob pressão do setor produtivo. Outro motivo que tem levado ao recuo de aliados do governo é que o aumento de imposto está em discussão em ano eleitoral e as eleições para as prefeituras têm influência direta na vida dos deputados.Candidato à prefeitura de Osasco (SP), o peemedebista Francisco Rossi foi claro na conversa com o líder do PMDB. "Vou votar contra", disse. Henrique Alves não conseguiu também virar os votos dos deputados Edgar Moury (PMDB-PE) e Raul Henry (PMDB-PE), ligados ao senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), que é contra a cobrança da nova CPMF. Na bancada capixaba, o líder ainda pretende virar votos.As declarações de ontem do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmando que há outras alternativas para a Saúde, causaram também desconforto na bancada peemedebista. Henrique Alves conversou hoje com o ministro, que prometeu divulgar uma nota de esclarecimento. Para convencer os deputados, o líder está mostrando uma relação dos benefícios para o setor da Saúde, que tem a assinatura do ministro Temporão. Entre esses benefícios, estão incluídos os programas Saúde nas Escolas, Saúde da Família, Agentes de Saúde, Planejamento Familiar, recomposição gradual das tabelas e procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) aumentando os tetos e tabelas. O PMDB reivindica também que dos recursos a serem arrecadados cerca de R$ 300 milhões sejam destinados para a Fundação Nacional da Saúde (Funasa) atender a municípios de baixa cobertura sanitária e com população abaixo de 50 mil habitantes.

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