Líderes da base aceitam votar R$23 bi para o setor de saúde

Agora, os líderes tentarão convencer a Frente Parlamentar da Saúde e a intenção é votar a proposta nesta 4ª

Cida Fontes, do Estadão

31 Outubro 2007 | 14h10

Em reunião que terminou nesta quarta-feira, 31, na casa do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, os líderes da base aliada concordaram em votar a proposta feita pelo governo, ao projeto que regulamenta os recursos para a saúde. Além dos líderes participaram também os ministros da Fazenda, Guido Mantega e da Saúde, José Temporão. A proposta prevê um acréscimo de R$ 23 bilhões para o setor, de forma escalonada, nos próximos quatro anos.   Veja também:      Entenda a cobrança da CPMF  Ministros fecham proposta do PSDB para votar CPMF Entenda a Emenda 29, que prevê mais recursos para saúde  Maioria dos governadores se alinha a Lula em esforço a favor da CPMF Veja os 5 pontos apresentados pelo PSDB para negociar a CPMF   Os recursos viriam do aumento do porcentual destinado à saúde, dentro da CPMF. Os líderes da base vão tentar convencer a Frente Parlamentar da Saúde e a intenção é votar a proposta na sessão de hoje à tarde, na Câmara. Chinaglia marcou uma reunião com todos os líderes, às 14h30, antes da sessão, para discutir a votação. Pela proposta, o governo concorda em repassar R$ 3,6 bilhões, em 2008, R$ 4,4 bilhões, em 2009, R$ 6 bilhões em 2010 e R$ 9 bilhões, em 2011.     O senador Aloisio Mercadante (PT-SP) afirmou que o governo apresentará uma proposta "concreta" aos senadores do PSDB, durante almoço  nesta quarta-feira, 31, no Ministério da Fazenda. A proposta, segundo Mercadante, engloba os cinco pontos levantados pelos tucanos. Além da prorrogação da CPMF, está na pauta, também, a redução da carga tributária, a definição de um limite de endividamento para a União e o envio de uma proposta de reforma tributária para o Congresso Nacional, em 30 dias.      Mercadante disse, no entanto, que o governo não concorda com a proposta do PSDB de prorrogar a CPMF por apenas um ano, para que nesse período seja aprovada a reforma tributaria. "O governo não tem como assumir o prazo de aprovação da reforma tributária, mas vamos lutar para aprovar ao longo de 2008. Acho que isso é possível", afirmou Mercadante, ao chegar ao Ministério da Fazenda,para o almoço.   O senador não quis adiantar se a redução da carga tributária poderá ser por uma diminuição da alíquota da CPMF. Ele informou que ainda nesta quarta, após reunião com os senadores do PSDB, o ministro Mantega fará uma reunião com as lideranças da base aliada, para buscar um acordo para aprovar a prorrogação da CPMF, no Senado.  

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