Líderes aguardam acordo para retirar urgência do pré-sal

A oposição ainda não recebeu a resposta do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), sobre a proposta de que, se o governo retirar a urgência dos projetos do pré-sal, DEM e PSDB se comprometem em votar os textos antes da eleição. Jucá disse aos líderes oposicionistas, na semana passada, que um acordo precisaria do aval da Presidência.

CAROL PIRES, Agência Estado

10 Maio 2010 | 17h33

Desde então, o líder se encontrou pelo menos duas vezes com o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, mas nenhuma resposta foi dada a José Agripino Maia (RN) e Arthur Virgílio (AM), senadores líderes do DEM e do PSDB, em ordem. Os três devem voltar a conversar amanhã.

Se não houver acordo, o governo precisará enfrentar diversos desafios para conseguir colocar os projetos do pré-sal em pauta. Isto porque duas Medidas Provisórias (MPs) trancam a pauta. Nesta semana, outra MP, que concede reajuste de 7,7% aos aposentados, chegará ao Senado e também terá prioridade na pauta.

Uma vez rejeitado o acordo, Virgílio adianta qual será a estratégia: os 30 senadores da oposição se inscreverão, todos os dias, para discursar em plenário, para atrasar as votações das MPs.

Se o atraso se estender até o final deste mês, o desafio do governo será o de articular dentro da própria base aliada para que os senadores não saiam de Brasília e garantam o quórum de 41 senadores em plenário - mínimo necessário para votar os projetos de lei do pré-sal.

Em junho, porém, os senadores têm pelo menos três motivos para sair da capital. A partir do dia 5, começarão as convenções partidárias para a eleição de outubro. No dia 11, começa a Copa do Mundo de Futebol. Entre os dias 13 e 29, os parlamentares do Nordeste estarão voltados para as festas juninas da região.

Em contrapartida, se o governo aceitar a proposta de retirar a urgência, José Agripino Maia garante que não quebrará o acordo de votar os textos antes das eleições. "Isto é um compromisso: votar os projetos até o recesso, que começa em 17 de julho. É um acordo de cavalheiros", disse.

Agripino pondera, no entanto, que o acordo é de procedimento, mas não de mérito. Ou seja: a oposição concorda em votar os projetos, o que não significa que votará favoravelmente. "O compromisso não é de votar a favor, é de votar", resume.

A oposição sabe que, mesmo colocando todos os seus parlamentares em plenário, é difícil derrubar os projetos, pois o governo é maioria.

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