Lideranças do DEM e Solidariedade se reúnem para discutir fusão

Sem entrar em detalhes, senador Agripino Maia, presidente do DEM, afirma que 'há perspectivas' de partido se fundir

Erich Decat, O Estado de S. Paulo

30 de outubro de 2014 | 14h36

Brasília - Parte dos dirigentes de partidos de oposição nega publicamente a existência de conversas sobre fusões, mas nos bastidores as negociações têm se mantido como principal tema pós-eleições. 

Segundo o Broadcast Político apurou, lideranças do DEM e do Solidariedade se reuniram nessa quarta em Brasília para iniciarem as discussão sobre um futuro "casamento". Dirigentes que estiveram no encontro consideraram que, se avançarem as negociações, as duas legendas devem oficializar a união ainda neste ano. 

Em entrevista ao Broadcast Ao Vivo nesta quinta-feira, o presidente do DEM, senador José Agripino Maia, afirmou que "há perspectivas" de o partido se fundir, mas que a discussão não está na pauta "neste momento".

As declarações dele se confrontam, entretanto, com as movimentações em Brasília. No encontro de quarta estiveram presentes do lado do Solidariedade, o presidente da legenda, deputado Paulinho da Força, o líder do partido na Câmara, Fernando Francischini, e o advogado Tiago Cedraz. Do lado do DEM estavam o senador eleito, Ronaldo Caiado (GO) e o deputado Onyx Lorenzoni (RS). O prefeito de Salvador, ACM Neto, também teria participado por telefone. 

Procurado, Paulinho da Força não negou o encontro. "Temos uma pulverização de 28 partidos na Câmara. Temos que dar o exemplo para diminuir isso", afirmou o dirigente que considerou até o final do ano a data limite para uma possível fusão. "Estamos conversando", acrescentou Caiado, sem dar detalhes. 

Em 2010, o DEM conseguiu eleger 43 deputados federais, número que caiu para 28 em 2012, depois de parte da bancada migrar para o recém-criado PSD, que passou a atuar em conjunto com a base aliada. Em relação à bancada do Senado, o partido iniciará a nova legislatura de 2015 com 5 senadores, um a mais em comparação com a atual. Há quatro anos, o DEM também chegou a conquistar quatro governos estaduais, mas nesta eleição não conseguiu eleger nenhum governador.

O Solidariedade tem pouco mais de um ano - sua criação foi autorizada pelo Tribunal Superior Eleitoral em setembro de 2013. Juntos, DEM e SD poderão chegar a uma bancada de 37 deputados. O número de eleitos para a Câmara é o que determina o montante que a legenda poderá receber de fundo partidário e o tempo de programa eleitoral, considerado como estratégico em qualquer campanha. 

Além das duas legendas, as discussões sobre uma futura fusão deverá ser ampliada para outros partidos como PPS e PSC. Um dos entraves a ser resolvido passa por um acordo nos Estados, onde ainda seria necessário um acerto entre os presidentes estaduais.

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