Lideranças de partidos na Câmara decidem futuro do plebiscito

Em reunião com presidente da Casa, deputado Henrique Eduardo Alves, parlamentares vão discutir se consulta sobre a reforma política é viável

Agência Estado

09 de julho de 2013 | 11h13

A proposta de realização de um plebiscito sobre uma reforma política, tema que vem provocando discussões acaloradas e divide a base do governo no Congresso, poderá ter nesta terça-feira, 9, um dia decisivo na Câmara dos Deputados. Uma reunião entre o presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RS), e os líderes dos partidos deverá selar o destino deste imbróglio.

A expectativa é que neste encontro as lideranças partidárias reafirmem o que já vem sendo dito nos bastidores, que não há tempo hábil para fazer valer as mudanças para as eleições de 2014. Na semana passada o vice-presidente Michel Temer (PMDB) chegou a afirmar que as mudanças ficariam para 2016, mas recuou após pressão do governo federal.

Se não houver consenso, uma comissão deve ser criada para conduzir a discussão e apresentar, em até 90 dias, um projeto de reforma política. O prazo ultrapassaria o tempo necessário para que as novas regras vigorem para as próximas eleições. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pediu 70 dias para organizar a realização da consulta.

"Tem que dizer ao Brasil o que vai ser feito e deixar muito claro que tem que haver, pelo caminho que for trilhado, uma consulta popular. Ou por referendo ou por plebiscito. E também encarar a questão: se pode ser para 2014 ou 2016", disse Henrique Eduardo Alves.

'Agenda positiva'. Os ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, também participaram da reunião de líderes da base governista na Câmara para discutir a pauta de votação na Casa. Nesta semana, deve ser votado o projeto que destina os recursos dos royalties do petróleo para educação após a proposta aprovada na Camara sofrer alterações no Senado.

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