Ed Ferreira/ Estadão
Ed Ferreira/ Estadão

Líder tucano defende criação de quatro CPIs

Antonio Imbassahy (BA) diz que, além da Petrobrás, nova legislatura deve investigar bancos, fundos de pensões e setor elétrico

Erich Decat e Isadora Peron, O Estado de S. Paulo

30 de janeiro de 2015 | 11h28

Brasília - O líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), defendeu na manhã desta sexta-feira, 30, que, no retorno das atividades do Congresso, sejam instaladas quatro Comissões Parlamentares de Inquérito. Entre os temas citados pelos tucano que devem ser alvo das investigações, estão Petrobrás, fundos de pensões, bancos oficiais e setor elétrico. "A presidente Dilma (Rousseff) foi a principal gestora do setor nesses últimos doze anos", ressaltou o líder, ao tratar especificamente das questões do setor elétrico.

Segundo ele, é necessário que sejam investigados os motivos dos apagões ocorridos recentemente no País, assim como o aumento nas tarifas do setor. Em 2014, a Petrobrás foi alvo de duas CPIs.

Integrantes da bancada do PSDB na Câmara e no Senado se reúnem nesta sexta-feira em Brasília para discutir a crise do setor elétrico, a situação da Petrobrás e a conjuntura política nacional. Também estarão na pauta discussões paralelas sobre a eleição das presidências da Câmara e do Senado, marcadas para este domingo. A reunião dos tucanos ocorrerá durante todo o dia.


Eleições. O deputado paulista Carlos Sampaio deve ser o escolhido pelo PSDB como o novo líder da bancada da Câmara. No início da semana, os tucanos paulistas - 14 dos 54 deputados tucanos - decidiram apoiar Sampaio. Com o movimento, ele se tornou o favorito na disputa.

Pela ala mineira, três nomes, todos ligados ao presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, também pleiteiam a liderança: Marcus Pestana, Domingos Sávio e Paulo Abi-Ackel. Pestana, presidente do PSDB mineiro e o nome com mais chances de derrotar Sampaio, não vai comparecer a reunião porque está viajando.

Na disputa pela presidência da Câmara, apesar de o partido já ter declarado que apoiaria o candidato do PSB, Júlio Delgado (MG), muitos tucanos acreditam que o melhor caminho seria votar no peemedebista Eduardo Cunha (RJ), considerado um oposicionista ao governo Dilma.

No Senado, a bancada de 11 senadores se reúne neste sábado para decidir sobre a liderança do partido na Casa. O atual ocupante do posto, Aloysio Nunes (SP), declarou nesta sexta que não pretende permanecer no cargo. Já a disputa pela presidência tem até o momento dois candidatos do PMDB, Renan Calheiros (AL), apoiado pelo governo, e Luiz Henrique (SC), que conta com a simpatia das legendas da oposição.

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