Líder tucano acusa o governo de 'sacrificar' trabalhador

O líder do PSDB na Câmara, deputado Duarte Nogueira (SP), acusou o governo de sacrificar o trabalhador, em vez de cortar gastos de custeio, para garantir o aumento real do salário mínimo. O líder tucano defendeu o reajuste para R$ 600,00 durante a Comissão Geral no plenário da Câmara que debate a votação do novo salário mínimo.

ANDREA JUBÉ VIANNA, Agência Estado

15 de fevereiro de 2011 | 18h54

"O governo está fazendo o sacrifício não na parte que lhe cabe, mas sacrificando o trabalhador e o impedindo de ter o aumento real de uma série histórica de 16 anos, que vem desde 1995, e esse governo da presidente Dilma vai interromper", acusou.

Segundo o líder tucano, existem margens muito largas dentro do Orçamento da União para garantir o aumento, sem que haja desequilíbrio fiscal. O PSDB defende a utilização de instrumentos de contenção de despesas, como um decreto presidencial cortando pelo menos 10% dos gastos discricionários do governo federal. "Se passar o aumento proposto pelo governo, o aumento vai ser zero, não haverá ganho nenhum para o trabalhador. A vitória do governo será uma derrota para a sociedade", arrematou.

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