Líder nas pesquisas, Fogaça ainda é mais prefeito que candidato

Candidato à reeleição e favoritonas pesquisas de intenção de voto, José Fogaça (PMDB) mantém arotina de prefeito de Porto Alegre e ainda não conta com umaequipe de campanha totalmente estruturada. "No momento, (Fogaça) exerce o mandato de prefeito", disseClóvis Magalhães, secretário de Gestão do município, à Reuters. Magalhães é integrante do diretório municipal do PMDB edeve fazer parte da equipe, mas o principal nome do partido nacoordenação da campanha de Fogaça será o deputado estadual LuizFernando Záchia que não deve assumir tarefas eleitorais antesdo final de julho. Até lá, continua como secretário deDesenvolvimento no governo Yeda Crusius (PSDB). "A campanha existe com registro formal no TRE e já dispõede CNPJ. Está instalada porque temos atos administrativos quejá estão funcionando", afirmou Magalhães. Com poucas atividades de rua e a participação do candidatonos primeiros debates, esta fase inicial de campanha teria comoprioridade a abertura de comitês, conversas com apoiadores epreparação da estrutura para o gerenciamento de doações efinanciamento. Ainda não foram definidos os responsáveis pela propagandaeleitoral e não há previsão de data para o afastamento de JoséFogaça do Executivo. Sem necessidade de desincompatibilização,é possível que o prefeito peça férias ou licença apenas na retafinal da campanha. "Não pretendemos gerar instabilidade na gestão municipal",disse Magalhães. MARCA DO PMDB A campanha pela reeleição deve enfatizar as políticaspúblicas dedicadas à assistência a crianças e adolescentes e oesforço para manter o equilíbrio das contas públicas feito peloatual governo. Além de críticas quanto a resultadosconsiderados insuficientes, Fogaça deve enfrentar as acusaçõesda oposição sobre indícios de fraude em uma licitação doDepartamento Municipal de Limpeza Urbana. "Não houve licitação fraudulenta. Quando o Tribunal deContas identificou o problema, tomamos as atitudes corretas,revogamos o edital e promovemos outro", disse Magalhães. Em caso de reeleição, o discurso do governo pode teralgumas mudanças. A primeira gestão teve a marca do PPS, entãopartido de Fogaça, com a idéia da chamada governança solidária.Em um segundo governo, o PMDB teria mais peso e daria maisênfase ao planejamento para o desenvolvimento econômico dacidade e a um modelo de gestão com "democracia cooperativa"capaz de agregar vários atores sociais. "Queremos avançar na perspectiva de uma cidade melhor",disse Magalhães. Na eleição deste ano, além do PTB, o PDT entrou nacoligação de Fogaça, enquanto o PPS optou pela chapa de ManueladÁvila (PCdoB). As negociações que resultaram na substituiçãodo PTB pelo PDT na indicação do vice de Fogaça e na possívelcomposição do secretariado teriam sido o motivo para a demorana formalização da candidatura à reeleição do prefeito. "Foi o tempo necessário para dialogar com todos ospartidos. É uma posição de respeito aos partidos", disseMagalhães. Na última pesquisa Ibope, realizada entre 8 e 10 de julho edivulgada pelo jornal Zero Hora, Fogaça (PMDB) tem 29 por centodas intenções de voto, enquanto Maria do Rosário (PT) e ManueladÁvila (PCdoB) aparecem empatadas em segundo lugar com 19 porcento cada uma. A margem de erro é de 4 pontos percentuais. Segundo dados registrados no TRE, a previsão de gastos dacampanha de Fogaça é de 3,2 milhões de reais. É o quarto maiororçamento, sendo superado por Onyx Lorenzoni (DEM/PP), com 5milhões; Maria do Rosário (PT/PRB/PSL), com 4,8 milhões, eManuela dÁvila (PCdoB/PPS/PSB), com 3,5 milhões. Fogaça terá a maior fatia do horário de propagandaeleitoral com 6min25s.(Reportagem de Sinara Sandri)

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