Líder indígena teme conflito com arrozeiros após STF

Cacique de tribo da região diz que há 'jagunços' rondando a aldeia; PF diz que enviará reforço

Agência Brasil,

26 de agosto de 2008 | 15h58

A um dia do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a legalidade da demarcação da terra indígena Raposa Serra do Sol, índios do Distrito de Surumu, dentro da reserva, mostram-se preocupados com a possibilidade de conflito com produtores de arroz e outros agricultores brancos que vivem na área, após a decisão do tribunal. "Tem muita gente estranha por lá esses dias, que fica rondando a aldeia, às vezes de moto, outras de carro. A gente sabe que são jagunços", disse o tuxaua (cacique) Severino, da etnia macuxi.     Veja também: A FAVOR: STF deve garantir direito dos índios, afirma Cimi CONTRA: Demarcação não é simples litígio de terras, diz governador Acompanhe o julgamento sobre a demarcação da Raposa Serra do Sol Especial sobre a disputa de terras indígenas  Entenda a sessão e relembre recentes decisões      A Polícia Federal confirmou a convocação de contingente para reforçar o monitoramento da região nos próximos dias. Na última segunda, um grupo de 50 agentes chegou a Boa Vista e será deslocado para a terra indígena, a cerca de 200 quilômetros da capital, para garantir reforço durante o julgamento e conter possíveis conflitos entre indígenas e produtores de arroz após a decisão do STF.   Homens da Força Nacional de Segurança também estão na região desde abril. O STF julgará ações que contestam a demarcação, homologada em 2005 pelo governo federal, impetradas para garantir a permanência de arrozeiros e famílias de agricultores brancos em parte da área de 1,7 milhão de hectares.

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