Líder indígena é assassinado no Mato Grosso do Sul, diz Cimi

O líder indígena Ortiz Lopes, 46 anos, foi assassinado na noite do último domingo, 9, no município de Coronel Sapucaia, no Mato Grosso do Sul, fronteira com o Paraguai. A morte foi a mando de fazendeiros, segundo contou sua mulher e informou nesta segunda-feira o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), ligado à Igreja Católica. Liderança do povo Guarani-Kaiowá, Ortiz Lopes estava em casa quando um homem se aproximou, deu boa noite e o chamou pelo nome, contou sua mulher. Ao se aproximar da porta para ver quem era, Ortiz recebeu os disparos. Ainda segundo relato de sua mulher ao Cimi, ao atirar, o assassino falou: "Os fazendeiros mandaram acertar contas com você". Em janeiro deste ano, Ortiz foi um dos 300 participantes da retomada da terra indígena Kurussu Ambá. De acordo com o Cimi, uma semana depois, o grupo foi expulso da área por uma operação de policiais militares e seguranças de uma fazenda, na qual uma líder religiosa foi executada. O assassinato de Ortiz Lopes foi o 20o no Mato Grosso do Sul este ano, número que já se igualou ao registrado pelo Cimi durante o ano passado. O Cimi defende a instalação de inquérito pela Polícia Federal, medidas de proteção ao povo Guarani-Kaiowá e a demarcação da terra indígena Kurussu Ambá.

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