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Líder governista no Senado minimiza adiamento do depoimento de Cachoeira

Para Eduardo Braga (PMDB-AM), declaração do contraventor é o final da investigação

Guilherme Waltenberg - Agência Estado

15 de maio de 2012 | 09h54

SÃO PAULO - O adiamento do depoimento do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada para apurar as relações dele com políticos não atrapalha o andamento das investigações.

 

Essa é a opinião do líder do governo no Senado Federal, Eduardo Braga (PMDB-AM). "Ao contrário de outras CPIs, esse (o depoimento de Cachoeira) não é o início das investigações, e sim o término. Não acredito em fatos novos no caminho", afirmou. "Além disso, não acredito que ele fosse dizer alguma coisa hoje."

 

O depoimento estava marcado para esta terça-feira, 15, mas o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liminar a um pedido de habeas corpus movido pelos advogados de Cachoeira. A alegação da defesa é de que Cachoeira não conhece a íntegra das provas existentes contra ele.

 

Em evento empresarial na capital paulista para debater o tema da sustentabilidade, Braga afirmou que o adiamento provocado pela liminar não constitui uma interferência do Poder Judiciário no Legislativo. "O Estado dá amplo direito de defesa. Se, na visão dos advogados, não há conhecimento das provas, é legítimo (o adiamento), mas cabe recurso à advocacia do Senado", disse.

 

Governadores

 

O líder do governo no Senado mostrou-se contrário à convocação dos dois governadores envolvidos nas investigações da Polícia Federal - Agnelo Queiroz (PT-DF) e Marconi Perillo (PSDB-GO) - e do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB-RJ), político ligado ao ex-presidente do Conselho de Administração da empreiteira Delta Fernando Cavendish.

 

De acordo com Braga, são necessários fatos mais "específicos" para justificar essas convocações. "Caso contrário, há os foros estaduais e o STJ (Superior Tribunal de Justiça) para julgá-los", afirmou. Para Braga, Sérgio Cabral, do seu partido, é quem menos deve explicações. "Há apenas fotos em Paris. É preciso um caso específico e concreto", disse, referindo às fotos do governador e de secretários estaduais fluminenses em comemorações ao lado de Cavendish na capita francesa.

 

O líder do governo disse ser contrário também à convocação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel. "Os ministros (do STF) já se manifestaram contra a convocação dele. A não ser que haja algo extremamente relevante, seria complicado para Gurgel depor por ele ser denunciante (no caso do mensalão)", afirmou.

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