Líder do PT no Senado defende que sessão da CPI com ex-diretor da Petrobrás seja aberta

Para Humberto Costa, sessão reservada da comissão de inquérito poderia passar a impressão de que governo não quer apurar as denúncias

Ricardo Della Coletta e Ricardo Brito, O Estado de S. Paulo

17 de setembro de 2014 | 12h04

Brasília - O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), defendeu nesta quarta-feira, 17, que o ex-diretor da Petrobrás e delator de um suposto esquema de pagamento de propinas na estatal, Paulo Roberto Costa, seja ouvido em sessão aberta nesta tarde na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Congresso Nacional. Costa avaliou que uma reunião reservada - em que apenas os parlamentares ouviriam o depoimento de Paulo Roberto - poderia passar a imagem de que o governo não quer apurar as denúncias de irregularidades na estatal.

"Se apoiarmos uma sessão fechada a leitura é que não queremos que as pessoas tomem conhecimento do que vai ser discutido", afirmou ao Broadcast Político o petista. "Não temos nada que esconder nessa história".

A CPI mista da Petrobrás tentará ouvir Paulo Roberto a partir das 14h30 desta quarta. Desde o dia 29 de agosto, o ex-dirigente da estatal está prestando uma série de depoimentos em um acordo de delação premiada no qual tem revelado suspeitas de corrupção na Petrobrás e crimes de pagamento de propina a dezenas de políticos, inclusive do PMDB e do PT, os dois principais partidos da base aliada.

A expectativa de deputados e senadores aliados do Planalto é que o ex-diretor da estatal fique em silêncio para não quebrar os termos da delação premiada que costura com a Justiça Federal. Ao revelar o que sabe, Paulo Roberto Costa pleiteia uma significativa redução de pena.

Na terça, no entanto, parlamentares tanto da base quanto da oposição defenderam que a reunião fosse fechada. A decisão sobre o formato da sessão será tomada pelo presidente do colegiado, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB).

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