Líder do PT na Câmara diz que suspensão de posse de Lula é perseguição política

Afonso Florence reiterou que o ex-presidente vai 'continuar ministro', mesmo com a liminar; deputado petista ainda criticou divulgação de conversa telefônica entre Dilma e Lula

Bernardo Caram, O Estado de S.Paulo

17 de março de 2016 | 13h07

Brasília - O líder do PT na Câmara, Afonso Florence (BA), disse nesta quinta-feira que a decisão de suspender a posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no comando da Casa Civil é perseguição política. Nesta manhã, o juiz Itagiba Catta Preta Neto, da Justiça Federal do Distrito Federal, concedeu liminar que suspende a nomeação de Lula para o cargo de ministro.

"É uma tentativa de perseguir politicamente o maior líder político do Brasil", afirmou Florence. Ele buscou descreditar a decisão de Catta Preta, argumentando que é uma liminar de um único juiz, de primeira instância e que aparenta ser contrário ao governo Dilma Rousseff. O líder do PT disse ter ouvido que "estão nas redes fotos desse mesmo juiz em manifestações contra o governo". "Sem dúvida, Lula vai continuar ministro", disse.

Na avaliação do deputado, a posse de Lula é um dos vários passos que devem ser dados em cada um dos poderes para que seja garantida a estabilidade das instituições.

Sobre as manifestações nos arredores do Palácio do Planalto e do Congresso, Florence disse que conversou com o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, que teria dito que a orientação à polícia é de dissipar os manifestantes "muito em breve". Segundo ele, também foram isoladas áreas da Praça dos Três Poderes que contém pedras que poderiam ser usadas para agressões.

O líder do PT pediu serenidade neste momento, criticando a divulgação de conversa telefônica entre Dilma e Lula. "Divulgação seletiva e ilegal de gravação da presidente não condiz com a serenidade necessária que o magistrado deve ter para conduzir as investigações", criticou, em referência a Sérgio Moro.

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