Líder do PT justifica mudanças na comissão do mínimo

A líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), afirmou, em nota à imprensa, que a substituição dos representantes do bloco de apoio ao governo na Comissão Mista do salário mínimo "não foi uma decisão isolada". "Eu e o Arlindo tiramos uma estratégia comum", argumentou a senadora, referindo-se ao líder do partido na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP). Ela explicou que os dois líderes do PT resolveram nomear novos representantes "que defendessem a posição do governo, após um acordo entre a base e a oposição para desobstruir a pauta na Câmara em troca do funcionamento da comissão". A líder disse que, na quarta-feira de manhã, antes da reunião "irregular e surpreendente" da comissão, trocou o nome do senador João Capiberibe (PSB-AP), que teve pedido de cassação aprovado pelo TSE), pelo do senador Paulo Paim (PT-RS). "Isso ocorreu antes da instalação inédita de uma comissão para deliberar sobre medida provisória, fato que criou um problema político", afirmou. "Depois do acordo entre as lideranças da Câmara e do Senado, resolvemos nomear representantes que têm a defesa do governo, nessa questão polêmica, como prioridade, e que estivessem presentes em Brasília. Tudo isso foi explicado ao próprio Paim em outra reunião", afirmou Ideli. Ela também diz, na nota, que após o acordo que permitiu o funcionamento da Comissão Mista, indicou como titulares nessa comissão os senadores Tião Viana e Sibá Machado, ambos do PT do Acre. Os suplentes pelo PT são Fátima Cleide (RO) e Saturnino Braga (RJ), e pelo PTB o senador Fernando Bezerra (RN).

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