Líder do PT elogia discurso de Dilma sobre protestos

Para José Guimarães (CE), a presidente teve coragem de falar sobre as manifestações populares

Tânia Monteiro , Agência Estado

18 Junho 2013 | 15h08

O líder do PT na Câmara, deputado José Guimarães (CE), elogiou a coragem da presidente Dilma Rousseff de falar sobre as manifestações populares em todo o Brasil durante seu discurso no Palácio do Planalto, nesta terça-feira, 18, para lançar projeto de lei que regulamenta a mineração.

"A presidente Dilma foi cirúrgica em sua fala, com um conteúdo e sentimento vinculado à democracia. Ela teve muita coragem em falar isso", comentou o líder, ao lembrar que as manifestações fugiram, completamente, "aos mecanismos tradicionais" e que estão sendo feitas por "cidadãos brasileiros, sem vinculação partidária nenhuma, que resolveram gritar por mais políticas públicas. Isso é o centro".

O deputado reconhece que houve exageros, mas observou que eles "se devem aos oportunistas de sempre e aos grupos que querem capitalizar politicamente". E emendou: "Mas isso não conta, e a prova disso é que ontem, de uma manifestação de mais de dez mil pessoas em frente ao Congresso, no final, eram apenas umas trezentas fazendo bagunça. Os cidadãos estão gritando: nós queremos melhorar a qualidade do serviço público". Ele mencionou que "não se sabe quem é quem e onde ela vai parar. É um terreno muito pantanoso".

Na opinião do líder do PT, os protestos são "contra a política tradicional". Para ele, "é contra os políticos e contra os partidos políticos em geral, independentemente de governo A ou B. Não é contra governo Dilma ou governo Alckmin. É contra todos. É uma exigência da democracia. Isso é produto da democracia".

Questionado se achava que a manifestação poderia se transformar em um "fora, Dilma", Guimarães declarou: "Não existe a menor possibilidade de isso se transformar em um movimento 'fora a presidente'. Porque aí ia fazer movimento fora Alckmin (Geraldo Alckmin, governador de São Paulo), fora isso ou fora aquilo. Lembre-se que foi mais grave lá em São Paulo, e aqui o movimento não foi em frente ao Palácio, mas em frente ao Congresso. Portanto, não acredito (em fora, Dilma)", avaliou.

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