Líder do PT é contra pressão para saída de citados na Lava Jato da CPI

'Essa é uma decisão de foro íntimo.Seria um pré-julgamento tirá - los, já que não há uma acusação formal', afirmou Sibá Machado

Pedro Venceslau, Daniel Carvalho e Daiene Cardoso, O Estado de S. Paulo

10 de março de 2015 | 17h02

Brasília - Líder do PT na Câmara, o deputado Sibá Machado (AC) rechaçou o movimento de parlamentares da oposição querem tirar da CPI da Petrobrás, Conselho de Ética e CCJ os deputados que estão na lista do procurador-geral da República Rodrigo Janot. 

"Essa é uma decisão de foro íntimo.Seria um pré-julgamento tirá - los, já que não há uma acusação formal", disse o petista na saída da reunião de líderes da Câmara. Dos quatro indicados do PP para a CPI da Petrobrás, dois - Lázaro Botelho (TO) e Sandes Júnior (GO) - respondem a inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento nos desvios da Petrobrás. Ambos já foram afastados da comissão e serão substituídos.

 Ao Estado, Sandes Júnior disse que deixou a CPI por ter outras atividades que o impediam de comparecer às sessões como suplente. "Além de deputado, tenho outras atividades. Sou radialista. Nunca participei (das sessões).

Pedi que o líder (o deputado Eduardo da Fonte) me substituísse", afirmou. Ele disse que, "de certa forma", a inclusão do seu nome na lista de investigados contribuiu para sua decisão. "Esqueceram dos outros e só focaram em mim, só ligavam para mim. Eu não devo nada. Estou tranquilo", afirmou o deputado por Goiás, acrescentando que deixou à disposição os sigilos bancário e fiscal dele, da família e de funcionários que autorizaram que isso fosse feito.

A reportagem não conseguiu contatar Lázaro Botelho. O PP confirmou a saída do deputado.

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