DIDA SAMPAIO/ESTADÃO
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Líder do PT diz que votação em agosto permite que bases pressionem deputados

A oposição espera que fatos novos, como o fechamento de acordos de delação premiada por parte do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o doleiro Lúcio Funaro desgastem ainda mais o governo

Thiago Faria, Isadora Peron, Renan Truffi e Rafael Moraes Moura, O Estado de S.Paulo

13 de julho de 2017 | 21h21

BRASÍLIA - O líder do PT, deputado Carlos Zarattini (SP), comemorou nesta quinta-feira, 13, o adiamento para agosto da votação sobre a denúncia contra o presidente Michel Temer na Câmara. Segundo ele, o prazo permitirá que os deputados ouçam as suas bases antes de decidirem como vão se posicionar.

"Nesses 15 dias o deputado vai ter a oportunidade de ter contato com a suas bases e optar entre ficar com o povo brasileiro ou ficar com as benesses do Palácio, que são cargos e emendas parlamentares distribuídas a rodo à base do governo", disse.

Após acordo entre a base e a oposição, o presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ), marcou para o dia 2 de agosto a sessão de votação sobre o pedido de autorização para que o Supremo Tribunal Federal (STF) analise a denúncia contra o presidente Michel Temer. Segundo Zarattini, o PT preferia que a votação ocorresse no primeiro domingo do mês, dia 5, mas Maia não concordou. "Mas nós conseguimos que fosse em agosto."

A oposição espera que fatos novos, como o fechamento de acordos de delação premiada por parte do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o doleiro Lúcio Funaro desgastem ainda mais o governo. Primeiro na linha sucessória, Maia pode se beneficiar desse adiamento, já que assumiria a Presidência em um eventual afastamento de Temer.

"Cada dia surgem novos fatos que pesam sobre o presidente da República e o grupo do Palácio. Então é muito importante que a gente tenha a condição de ganhar esses 15 dias para que a população possa ter conhecimento do que está de fato acontecendo e o que aconteceu", disse Zarattini."Foi uma vitória fantasiosa na CCJ. Achamos que o plenário é quem vai demonstrar o repúdio que o povo brasileiro a esse governo, que a cada dia aumenta."

 

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