Líder do PT diz que vaias foram organizadas pela oposição

Presidente foi recebido com manifestação do público na abertura dos jogos do PAN, na última sexta-feira

Luciana Nunes Leal, do Estadão ,

17 de julho de 2007 | 18h06

O líder do PT na Câmara, Luiz Sérgio (RJ), reforçou nesta terça-feira, 17, o coro dos governistas que acreditam que as vaias recebidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Maracanã, na última sexta-feira, foram orquestradas pela oposição. Luiz Sérgio lembrou que o mesmo grupo que iniciou as vaias ao presidente também aplaudiu o prefeito do Rio, César Maia (DEM).   "Se o princípio era vaiar os políticos, a vaia teria sido para todos, generalizada. Quando se está numa multidão, as lideranças bem organizadas podem influenciar no que vai acontecer. Se onde a vaia se iniciou houve aplausos para outro, teve um bom treinamento", disse o líder.   O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), preferiu não arriscar um motivo para as vaias e preferiu uma análise com várias possibilidades. "Se for classificar por renda, vaiou quem está no patamar superior da pirâmide e mostraria o desagrado porque o governo é voltado para os mais pobres. Se foi articulada, o momento foi ruim, era uma confraternização. E, se foi espontâneo, isso é do jogo", afirmou Chinaglia.   Mais cedo, o ex-ministro e deputado Ciro Gomes (PSB-CE) também disse acreditar que a vaia tenha sido orquestrada. Já o deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA) disse acreditar que a vaia foi destinada à classe política e não especificamente ao presidente Lula.   'Triste'   Na última segunda, Lula disse ter ficado triste com as vaias que recebeu na abertura dos jogos. Em seu programa semanal de rádio, Café com o Presidente, Lula afirmou ainda que o comportamento do público no Maracanã não refletiu o " pensamento do Rio de Janeiro".   Após as vaias, Lula desistiu de declarar aberto os jogos, como estava planejado. A declaração foi feita pelo presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Nuzman.   Lula foi vaiado ao menos cinco vezes quando seu nome foi anunciado. Na cerimônia, um microfone havia sido preparado para o presidente declarar os jogos abertos - mas a idéia acabou abandonada, sem mais explicações.    Segundo um assessor de Lula, ele teria classificado a manifestação como "molecagem", e , muito irritado, teria dito: "Eu não tenho medo de vaia." O presidente estava acompanhado de da primeira-dama, Marisa Letícia.

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